Introdução.
O tema “Tipos de Sujeito” é sem dúvida um dos mais cobrados nas provas dos mais variados tipos de concursos, por isso você não pode negligenciar este tema. Hoje você aprenderá todos os tipos de sujeito: sujeito simples, sujeito composto, sujeito oculto, sujeito indeterminado e por fim o “sujeito inexistente” também chamado de oração sem sujeito. Com o que você aprenderá aqui, estará pronto para resolver qualquer questão de concurso da sua prova. Dito isto, vamos Mandar Brasa nos estudos!😉

Conceito: Sujeito é toda expressão ou sentença que se refira diretamente ao verbo, ou seja, é o termo da oração sobre o qual se faz alguma afirmação ou se diz algo. No entanto, tome cuidado, pois nem sempre o sujeito é quem pratica a ação. Vejamos:
Obs.: nem sempre o sujeito é quem pratica a ação, bem como nem sempre ele é “alguém” ou “uma pessoa”. Isso porque quando falamos de análise sintática, estamos falando dos termos da oração, e nem sempre esses termos são “uma pessoa”. Por isso o sujeito pode ser um elemento que expresse algo na oração.
Exemplo: o carro quebrou na rua.
Veja que a expressão “carro” é o sujeito desta oração.
Dito isto, saiba que temos 5 tipos de sujeito. Vejamos:
- Sujeito simples
- Sujeito composto
- Sujeito oculto, elíptico, implícito ou desinencial
- Sujeito indeterminado
- Sujeito inexistente
1. Sujeito Simples

O Sujeito Simples é aquele que possui apenas 1 núcleo.
Mas o que é um núcleo do sujeito?
Núcleo do sujeito é a palavra “mais importante” do sujeito. No entanto, esta “palavra mais importante” será representada por um substantivo, pronome ou por uma expressão substantivada, de modo que se for retirada ocorre prejuízo e perda de sentido no contexto. Não se esqueça de que o núcleo é representado por substantivo, pronome ou expressão substantivada.
Obs.: o núcleo do sujeito nunca vem preposicionado, ou seja, antes do núcleo do sujeito não pode haver uma preposição.
- Exemplo 1: O cavalo branco pastava no sítio.
- Verbo: pastava
- Sujeito: o cavalo branco
- Núcleo do sujeito: cavalo
- Exemplo 2: Os meus alunos são aprovados.
- Verbo: são
- Sujeito: os meus alunos
- Núcleo do sujeito: alunos
Veja que nos dois exemplos acima, temos apenas 1 núcleo, pois estamos diante de um sujeito simples.
2. Sujeito Composto.

Sujeito Composto é aquele que possui mais de 1 núcleo, ou seja, 2 ou mais núcleos.
Observe os exemplos a seguir:
- Exemplo 1: O cavalo branco e a égua pintada pastavam no sítio.
- Verbo: pastavam
- Sujeito: o cavalo branco e a égua pintada
- Núcleo do sujeito: cavalo / égua
- Exemplo 2: Os homes e as mulheres participaram da festa.
- Verbo: participaram
- Sujeito: Os homes e as mulheres
- Núcleo do sujeito: homens / mulheres
Veja que agora o sujeito possui mais de 1 núcleo (cavalo, égua) e (homens, mulheres), por isso, é classificado como sujeito composto.
3. Sujeito Oculto / Elíptico / Desinencial.

O Sujeito Oculto, também chamado de Elíptico ou Desinencial, é aquele que não está expresso na oração, mas sim subentendido, ou seja, mesmo não estando expresso consigo saber que ele existe através da conjugação verbal. Observe que mais uma vez o verbo será nosso aliado para identificar o sujeito.
Exemplo 1.
- Encontramos o tesouro escondido.
- Verbo: encontramos
- Sujeito: nós
Observe que pela conjugação do verbo é possível identificar que o sujeito (nós) está oculto, ou seja, não aparece expressamente na frase.
É nesse momento que você pergunta ao verbo: “Quem encontramos”?
Nós. Veja que o verbo “encontrar” está conjugado na 1ª pessoa do plural (nós) (encontramos).
Obs.: para que tenhamos sujeito oculto, é necessário que o verbo esteja flexionado na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa do singular, bem como na 1ª ou 2ª pessoa do plural. Se o verbo estiver flexionado na 3ª pessoa do plural, em regra, teremos o sujeito indeterminado.
Exemplo 2.
- Depois do almoço, gosto de sorvete.
- Verbo: gosto
- Sujeito: eu
Pergunte ao verbo: “quem gosto de sorvete”? A resposte será “eu”, ou seja, o nosso sujeito.
No exemplo 1, o verbo está conjugado na 1ª pessoa do plural (nós). Já no exemplo 2, está na 1ª pessoa do singular (eu).
Sujeito Oculto Vs Sujeito Indeterminado
Cuidado: Caso tenhamos 3ª pessoa do plural (eles) dentro de um contexto no qual seja possível identificar de quem se fala, teremos sujeito oculto, caso contrário teremos sujeito indeterminado.
Exemplo 1: Caíque e Fábio jogaram futebol. Venceram o jogo.
Observe que aqui temos o verbo na 3ª pessoa do plural (eles) (venceram). Pelo contexto podemos inferir “quem venceram” o jogo: Caíque e Fábio. Portanto, estamos diante de um sujeito oculto.
Observe que temos duas orações:
- 1ª) Caíque e Fábio jogaram futebol.
- 2ª) Venceram o jogo.
Veja que neste caso é possível identificar “quem venceram o jogo”, porque a 1ª oração fornece esta informação de forma inquestionável, portanto, aqui o pronome “eles” (que está oculto antes de “venceram”) faz referência a Caíque e Fábio, portanto, neste caso temos o sujeito oculto.
Situação diferente ocorre se a 2ª oração for analisada de forma isolada como será apresentada no próximo exemplo.
Exemplo 2: Venceram o jogo.
Quem venceram o jogo?
Eles. Mas quem são “eles”? Não sei. Por isso é sujeito indeterminado.
No exemplo 1, pelo contexto, foi possível identificar que o pronome “eles” (que está oculto antes de “venceram”) fez referência a Caíque e Fábio, por isso temos um sujeito oculto nesta oração. Mas no exemplo 2, não temos qualquer informação que possa identificar o sujeito, por isso, estamos diante de um sujeito indeterminado. 😉
4. Sujeito Indeterminado.

O sujeito Indeterminado é aquele que não conseguimos identificar, especificar ou determinar, ou seja, sabemos que ele existe, mas não sabemos quem é. Temos basicamente duas formas de saber se estamos diante de um sujeito indeterminado:
1º) Verbo na 3ª pessoa do plural (quando não consigo identificar, especificar ou determinar o sujeito com base no contexto, como vimos anteriormente).
Exemplos:
- Venceram o jogo.
“Quem venceram” o jogo? Eles. Quem são eles? Não sei.
- Roubaram meu celular.
“Quem roubaram” meu celular? Eles. Quem são eles? Não sei.
2º) Verbo na 3ª pessoa do singular + o pronome “se” (quando representar índice de indeterminação do sujeito).
Mas como vou saber quando o pronome “se” representa índice de indeterminação do sujeito?
Quando tivermos a seguinte estrutura: (Verbo Transitivo Indireto (VTI) + se + preposição)
Exemplos:

Observe que na frase acima, temos a seguinte estrutura: (VTI + se + preposição)
- Verbo Transitivo Indireto (VTI): “precisa”
- Pronome: “se”
- Preposição: “de” exigida pelo VTI (quem precisa, precisa “de” alguma coisa)
Quem precisa de professores? Não sei. Portanto, até sabemos que alguém precisa de professores, mas não sabemos quem é que precisa. Diante disso, não é possível identificar o sujeito, por isso, estamos diante de um sujeito indeterminado.
Obs.: observe também que a preposição “de” aparece logo antes do que seria o núcleo do sujeito (professores), e como já falamos anteriormente, o núcleo do sujeito não pode vir precedido de preposição. Outro ponto a ser observado é que o verbo não está no plural para concordar com o termo “professores”, mas um motivo para afirmarmos que este termo não é o nosso sujeito da oração, afinal, você sabe que o verbo deve sempre concordar com o sujeito. 😉
Cuidado: observe um exemplo no qual o pronome “se” não representa índice de indeterminação do sujeito, mas sim um pronome apassivador:
- Mas como vou saber quando o pronome “se” representa um pronome apassivador?
Quando tivermos a seguinte estrutura: (Verbo Transitivo Direto (VTD) + se)
Exemplos:

Veja que esta frase está na voz passiva, quando passamos ela para a voz ativa é possível identificar o sujeito. Vejamos:
- Casas novas são vendidas.
Quem são vendidas? “Casas novas”. Viu? “Casas novas” é o sujeito. Observe também que não há preposição antes do núcleo do sujeito (casas).
5. Sujeito Inexistente / Oração sem Sujeito.

Temos Sujeito Inexistente, também chamado de oração sem sujeito, quando não se tem um sujeito possível. Veja que aqui eu não tenho qualquer possibilidade da existência de um sujeito. Vejamos a seguir as possibilidades de identificar quando uma oração não possui sujeito.
É importante que você decore essas possibilidades, mas “sem terror”, porque veremos questões de concurso sobre este tema. 😉
5.1. Verbos indicando fenômenos da natureza:
- Exemplos:
- Choveu muito no Rio de Janeiro.
- Nevou na montanha.
- Ventou forte no centro da cidade.
5.2. Verbo “HAVER” no sentido de existir (indicando o sentido de existir):
O verbo “haver” no sentido de existir (empregado como sinônimo do verbo “existir”), é verbo impessoal, portanto, além de oração sem sujeito, o verbo “haver” deverá ficar na 3ª pessoa do singular.
É importante entender esta parte da matéria porque te ajudará nas questões de concordância verbal, pois, sendo verbo impessoal, não se flexiona para o plural, mantendo-se sempre no singular.
- Exemplos corretos:
- Houve muitas fofocas sobre o namoro.
- Há muitos gritos na rua.
- Havia pedras no caminho.
Decore: Verbo “haver” no sentido de existir será impessoal e sempre ficará na 3ª pessoa do singular.
- Exemplos de erros:
- Houve
rammuitas fofocas. - Havia
mgritos na rua. - Havia
mpedras no caminho.
- Houve
5.3. Verbo “FAZER” indicando tempo transcorrido ou clima.
Quando tivermos o verbo “fazer” indicando tempo transcorrido, ele será verbo impessoal, portanto, além de oração sem sujeito, o verbo “fazer” deverá ficar na 3ª pessoa do singular.
- Exemplos corretos:
- Faz 10 anos que fui aprovado no concurso.
- Faz 3 anos que não a vejo.
Decore: Verbo “fazer” indicando tempo transcorrido será impessoal e sempre ficará na 3ª pessoa do singular.
- Exemplos de erros:
Fazemanos que fui aprovado no concurso.Fazemanos que não a vejo.
5.4. Verbo “SER” indicando horas.
Note que o verbo “ser” na indicação de horas possui uma particularidade diferente das outras que estudamos aqui dentro do sujeito inexistente, pois apesar de ser verbo impessoal indicação horas, ele poderá ser flexionado para o plural para concordar com o número de horas.
- Exemplo: são cinco horas.
Veja que o verbo “ser” foi flexionado (“são”) para concordar com o número de horas.
Questões de prova
1. (CESPE/CGE-CE/2019) Candeia era quase nada. Não tinha mais que vinte casas mortas, uma igrejinha velha, um resto de praça. Algumas construções nem sequer tinham telhado; outras, invadidas pelo mato, incompletas, sem paredes. Nem o ar tinha esperança de ser vento. Era custoso acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes.
O sujeito da oração “Era custoso” é:
a) o segmento “acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes”.
b) o trecho “alguém naquele cemitério de gigantes”.
c) o termo “custoso”.
d) classificado como indeterminado.
e) oculto e se refere ao período “Nem o ar tinha esperança de ser vento”.
Comentário:
Lembre-se do que eu sempre falo, vamos procurar o verbo e fazer a pergunta para ele: “o que era custoso?”. A resposta será: “Acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes“. Se você inverter a ordem da frase fica assim: Acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes era custoso. Portanto, temos como gabarito a letra “A”.
Gabarito: letra A
2. (CESPE/SEDF/2017) Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado, a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever, para eles, aconteceu naturalmente.
No que se refere ao texto precedente, julgue o item a seguir.
O sujeito da oração iniciada pela forma verbal “Disseram” é indeterminado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Comentário:
Faça a pergunta para o verbo: “quem disseram…”? Resposta: “os escritores”. Portanto, temos aqui um sujeito determinado e não indeterminado como diz a questão.
Gabarito: Errado.
Conclusão
Para complementar o estudo deste tema, deixei uma aula completa + questões de concurso no nosso canal com a aula no YouTube, clique aqui: 👉 Tipos de Sujeito
Veja os casos mais cobrados de Crase Facultativa clicando aqui: 👉 Casos de Crase Facultativa
Não há dúvidas de que este tema é um dos mais cobrados nas provas de concurso, portanto, não deixe de entender os temas aqui estudados. Qualquer dúvida pode perguntar aqui nos comentários ou então pode acompanhar nosso trabalho nas redes sociais do Manda Brasa Concursos.
